Pra vocÃÂ?ª, tudo o que vocÃÂ?ª gosta...






sexta-feira, fevereiro 02, 2007
a vida como ela é em quatro episódios

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* as tiras do karmo são publicadas aos domingos, na folha ilustrada.





Paula resmungou às 12:00:00 PM

quarta-feira, janeiro 03, 2007
E agora, José?

Tudo bem que eu queria e precisava de umas férias. Mas não assim, por tempo inderteminado. É um vazio que dá...





Paula resmungou às 11:45:00 AM

quarta-feira, novembro 22, 2006
elvis não morreu..

sim, é bom renovar o guarda-roupa de sentimentos, sim senhor! uma porta se fecha, mas em compensação você recebe a chave de umas 20 janelas aptas a serem abertas. resta saber selecionar a melhores, para então começar a testar aquelas que irão funcionar. até que a morte (essa, não apenas carnal) nos separe.

sagitarianos são seres, relativamente, bem resolvidos com isso.

(e povo que ainda me visita, o blog ainda não acabou. eu não tenho é tempo.)





Paula resmungou às 11:08:00 PM

domingo, agosto 20, 2006
Tem mas tá faltando

Apesar de simplesmente abominar isso que chamam prestar contas, ok, eu faço um mea culpa: estou em falta. Daí eu disparo a mais canalha das frases, só para descontrair:

- O problema não são vocês (nem você, blog que eu reneguei), sou eu.





Paula resmungou às 9:58:00 PM

terça-feira, julho 25, 2006
O melhor dos piores

Capitão do tetra, Dunga é o novo técnico da seleção brasileira

O ex-jogador Dunga, 42, é o novo técnico da seleção brasileira de futebol. O anúncio foi feito nesta segunda-feira, após reunião com Ricardo Teixeira, presidente da CBF (Confederação Brasileira de Futebol), na sede da entidade.

(...)


* Taí que eu botei fé e gostei da notícia. Quem sabe assim, com o Dunga, eu não consiga torcer pelo menos um pouco por essa seleção que de mim, ultimamente, só tem tido o desprezo. Para mim, de fato, trata-se de uma decisão minimamente sábia desta instituição tão salafrária. Afinal, venhamos e convenhamos, pior do que a falta de experiência é o mau-caratismo de Luxemburgos e cia. Brasil rumo à humildade e a decência!





Paula resmungou às 12:50:00 AM

quarta-feira, julho 12, 2006
A tira e eu



* Às vezes eu acho que só o Laerte entende a minha falta de disposição para interagir.





Paula resmungou às 10:48:00 PM

segunda-feira, julho 10, 2006
Coisas que só o coração pode entender...

Eu acompanhei, curti, torci, me identifiquei, me zanguei e dei boas gargalhadas. Mas após esses vários meses, confesso que não aguentava mais o grego, os estereótipos e a decepção com o Cemil - pra não dizer com toda a ala masculina de Belíssima. Finda a novela, afirmo que o desfecho óbvio e xoxo, pra mim, só não foi mais frustrante do que o excesso de São Paulo, que já vinha há meses me sufocando, me desestimulando. Meu Deus, e nada contra paulistas, mesmo, mas não aguentava mais tantos imigrantes, tantos sotaques, tanto cinza.

Seja muito bem-vindo, Maneco. Meus cumprimentos, Helena. Estava mesmo com saudades do Leblon, da cor do céu do Rio, de roupas leves e claras e, sim, de uma trilha sonora agradável aos meus ouvidos. É, porque Manoel Carlos teve a manha até de convidar Maria Luiza Jobim, caçula do maestro, a arriscar junto com Daniel Jobim, filho de Paulo Jobim (meio irmão da mocinha) uma versão de "Wave".

Nossa, como eu me derreto por aquela terra!





Paula resmungou às 11:07:00 PM

quarta-feira, julho 05, 2006
Sobre o perdão

"Amigos não pedem desculpas; pedem abraços.
Domingo já passou... E existem muitos outros no calendário.
A casa sempre vai estar de portas e janelas abertas, as plantinhas do jardim já sabem de vocês todos. E estão à espera, como esperam as borboletas.
Quando quiserem aparecer, que venham como o vento. Sem cerimônia, sem pedir licença, donos do espaço"


Há algum tempo atrás, quando eu era apenas uma leitora assídua daquele caderno que hoje eu faço parte, dentre os textos que chamavam minha atenção estava o dela. Eu adorava aquela assinatura cumprida, com uma abreviação e com o orgulho daquele primeiro nome - aquele que eu sempre reneguei. Confesso que eu lia mais a moça que escrevia sobre cinema, o rapaz que fazia as críticas musicais, a de Carvalho e a então editora-adjunta, que faz uma falta hoje em dia... Os dela, quando eu tinha o prazer de ler, lembro de ficar enfeitiçada pela delicadeza das construções, pelo repertório de verbetes graciosos e, ao mesmo tempo, elegantes. Sim, porque ela sempre soube costurar palavras belas como ninguém.

Bom, aí eu cheguei. Nessa minha chegada de pára-quedas tive a chance de, enfim, conhecer o rosto e o comportamento do povo que eu só conhecia pelos textos. Vixe, e como eu me encantei de pronto com aquele silêncio, aquela paz, com os santinhos ao lado do computador (logo eu, essa pessoa tão descrente! Mas é verdade!). Eu a-do-ra-va chegar cedo para sentar ali, perto dela. Aí eu falei pra ela sobre a minha admiração e a gente passou a trocar gentilezas; um chocolate, um bombom de banana, um recadinho...

Nessa onda de instabilidade, ela desceu um andar do prédio e todos nós passamos a vê-la menos. Até que um dia um e-mail lindo foi enviado justamente com um convite para visitar a nova casa. Isso tudo para um público selecionadíssimo; alguns poucos lá de cima, outros que já tinham ido atrás de outros projetos de vida. Não sei se a data, o horário, os jogos da Copa, a antecedência seriam desculpas plausíveis. Com certeza, não. Posto que elas não justificariam jamais a falta de cuidado que foi a nossa tremenda mancada. Cada um com um motivo e cada um sem saber do deslize do outro, acabou faltando ao encontro.

E eita que segunda-feira amarga! Todos estavam mal - tudo bem que alguns bem mais que outros. Eu fiquei péssima, confesso. E, sobretudo por ser ela. Afinal, amigo que é amigo sabe que com alguns se deve ter um pouco mais de atenção, pela extrema sensibilidade. No e-mail que eu mandei muita decepção comigo mesma e um pedido de perdão.

Combinamos então, os oito arrependidos lá de cima, de fazer uma surpresinha. Não para compensar, porque nada nunca compensa uma dor sentida. Mas para demonstrar nosso profundo arrependimento. Compramos o presente e mandamos entregar. Eu e mais dois dos oito fomos os únicos a presenciar a cena do agradecimento, porque todos os demais haviam ido embora.

Lá se vem a moça com vestido de laços. Ela trouxe umas florzinhas para cada um juntamente com um bilhete (parte dele eu reproduzi acima). Ela trouxe consigo também um abraço generoso do tamanho do mundo. Tão admirável o gesto! Não sei, aquilo tudo me tocou demais. Fico imaginando que, se fosse comigo, acho que eu não conseguiria perdoar assim fácil amigos tão relapsos e "sem-vergonhas", como descreveu a de Carvalho - uma das que ficaram piores. É, talvez eu não tivesse mesmo a nobreza que ela teve...Uma pena eu me dar conta disso!

No entanto, ao final do dia, eu percebo que de lições de jornalismo nem tanto, mas de vida eu tenho aprendido um bocado! Com as porradas e, sobretudo, com as cortesias.





Paula resmungou às 10:45:00 PM

segunda-feira, julho 03, 2006
Etiqueta para adeuses

Das minhas leituras de domingo, poderia citar como dileta a coluna da Danuza Leão, publicada originalmente na Folha mas reproduzida também no Jornal O Povo. Adoro. Danuza consegue ser feminina e emotiva sem perder a coerência. É direta, objetiva mas sem nunca deixar de lado a delicadeza, a sutileza. Os assuntos são sempre aqueles mais triviais e cotidianos; aqueles que certamente todos os crônistas já se debruçaram algum dia. No texto do último domingo, dia 2, ela falou sobre uma coisa que todos entendemos bem: fim de relacionamentos. A lição que ela propõe, no entanto, poucos devem conhecer ou ter experimentado, infelizmente. Na minha opinião, uma dica muito útil de como se conformar com um fim sem, necessariamente, perder o prumo. O título é Talvez: a pior das palavras. Segue, na íntegra:

Um fim de caso - quem nunca passou por isso? Casos costumam acabar: ou se abandona ou se é abandonado, e as duas hipóteses são penosas e dolorosas. Qual a pior? As duas são péssimas, pois ninguém pode imaginar, enquanto o amor existe, que ele um dia pode morrer.

Deixar quem já foi tanto em nossa vida é horrível, e ir levando, sem vontade, pior ainda. Como dizer 'não quero mais você'? Como dizer que prefere ser infeliz sozinha do que continuar com ele, já sabendo que não vai dar? Se despedidas são sempre difíceis, imagine dizer adeus a um homem que você amou, com quem dividiu a cama e os sonhos.

É muita crueldade, e ninguém gosta de ser cruel. A crueldade só se justifica em circunstâncias muito especiais e por justíssima causa: se ele tiver nos deixado por outra, por exemplo. Ser deixada é difícil, sobretudo para as que nunca imaginaram que isso poderia acontecer. Aliás, não imaginaram, não: só não quiseram ver.

Não é preciso ser a rainha da inteligência para perceber quando as coisas começam a mudar, e quando a certeza chega, o melhor é respirar fundo e sair antes, para preservar pelo menos o amor próprio. Mas se você prefere achar que é só uma crise, é bom estar preparada para o que der e vier -e que costuma vir.

Quando mulheres são deixadas, é sempre igual. Se ele sumir, 'ah, mas que cafajeste'; se disser 'não estou mais a fim', só trucidando, e se concluir com um 'vamos ser amigos', só matando. E todas as abandonadas acabam dizendo sempre a mesma coisa: 'tudo bem, mas não precisava ser daquela maneira'. Como se houvesse maneira certa de acabar um caso.

Mas quem é deixado precisa aprender a se defender, e o tipo de desfecho está em suas mãos. Ele começa a ficar vago e um dia diz que precisa de um tempo? Pois responda, de bate pronto, que ele tem razão, até já havia pensado nisso, emendando imediatamente com um 'preciso sair voando, tenho hora marcada para discutir um trabalho novo, outra hora a gente se fala, tá?'.

Esse texto deve ser dito num tom ameno e tranqüilo, seguido de um tchau e um beijinho no rosto, daqueles que só se dá numa amiga de quem se gosta muito.

Deixe para chorar depois, quando estiver sozinha e com o telefone fora do gancho. Pense: se fizer uma grande cena, ele vai achar você uma chata, o que não é nada bom. Na hora em que um homem começa a dizer, meio sem jeito, que andou pensando e tal e coisa, é porque já acabou. Quem insinua que quer ir já foi.

Tente pensar que aquela pessoa com quem viveu momentos tão bons tem o direito de tentar ser feliz, mesmo que essa maneira seja sem você. Seria de grande generosidade, mas é difícil, eu sei; impossível, eu diria.

Amores podem ir e vir, sobretudo quando os novos não dão certo, e tudo pode acontecer, até mesmo um dia ele querer voltar. E se você não resistir e cair nos braços dele, em pouco tempo estará querendo se matar, quando ele te deixar de novo.

Mas se o coração ainda estiver doendo muito, mesmo morrendo de vontade, diga um belo não, com um lindo sorriso, e vai ter um dos maiores e inesquecíveis prazeres da vida.

Aliás, melhor ainda: faça bastante charme e dê muitas esperanças, para que ele fique bem enlouquecido.

Não há nada melhor do que enlouquecer um homem que nos deixou.





Paula resmungou às 8:56:00 PM

terça-feira, junho 20, 2006
O brog é meu, o probrema é meu!

Eu queria muito, mas muito mesmo acreditar que eu vou resolver todos os problemas que me incomodam na hora que eu me cansar deles (- Sabe de uma coisa?! Eu me cansei de vocês, tchau, bye, bye, so long). Entretanto, minha pífia experiência de vida me diz que com essa falta de coragem (estou simplificando assim para não expor as várias patologias que me assolam e não me permitem ser mais enérgica), eu só vou resolver minha vida quando eu, literalmente, me fuder (foi mal a expressão, mas só cabia essa).

Mas assim, que fique claro que eu também não sou de todo inútil, afinal eu já fiz terapia, eu já tentei viajar, pratico (indisciplinadamente) yoga pra ver se me harmonizo, tenho amigas de confiança com quem partilhar frustrações, familiares que me apóiam, teoricamente estou fazendo o que eu queria estar fazendo, tenho uma condição confortável que me permite excessos vez ou outra, enfim, toda sorte de coisas favoráveis. Mas, nada. Nada supre um vazio sem tamanho que eu carrego e que eu abstraio para melhor passar. Tem sentimento pior que mau humor? Não, e mesmo eu sabendo disso, eu sigo caminhando com ele (E como eu me odeio por isso!).

É sério, seríssimo, nem comprar, gastar dinheiro - essas coisas de mulherzinha - me empolgam ultimamente. E olha, não é depressão nem nada disso. Meu problema prozac nenhum resolve, eu tenho certeza. Tudo isso foi de fabricação, eu sei, por isso até eu digo logo que não quero abrir fábrica nenhuma. E me tachem de egoísta, porque eu aceito a pecha! No mais, eu sinto que estou a um triz de perder o prumo - o que na minha condição, sinceramente, poderia até ser bom. Pode pegar a doida! Só não me internem porque eu sou a favor do fim dos manicômios.





Paula resmungou às 12:11:00 AM

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